Câncer que vitimou Artur Xexéo é mais comum em homens no Brasil

Câncer que vitimou Artur Xexéo é mais comum em homens no Brasil

Por: ATUALIZADO EM: 20 set 2021 | PUBLICADO EM: 29 jun 2021

Tipo de câncer que vitimou o jornalista Artur Xexéo no último domingo (27),o linfoma não Hodgkin (LNH) é o oitavo mais comum entre os homens, especialmente acima dos 65 anos. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que mais de 6.500 casos sejam diagnosticados em homens neste ano, enquanto nas mulheres, o número gira em torno de 5.400.

O câncer tem origem nas células do sistema linfático, um dos responsáveis pela imunidade do organismo humano. De uma maneira geral, os pacientes apresentam bons resultados em relação à recuperação da doença.

A oncologista clínica Cíntia Givigi conta que os linfomas são diagnosticados pelo exame de biópsia. “Geralmente, os Hodgkins são mais curáveis, enquanto os não Hodgkins têm uma gama de tumores, de baixo ou alto grau, que vão mudar completamente o tratamento da doença”, explica.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) alerta que alguns sintomas, apesar de não serem específicos, merecem maior atenção, como inchaço indolor dos gânglios linfáticos da virilha, axilas e pescoço, sudorese noturna intensa, febre, erupção cutânea avermelhada e disseminada pelo corpo, dentre outros. “Também depende da localização do tumor. Se for no pulmão, por exemplo, é comum o sintoma de falta de ar”, acrescenta a médica.

Tratamento

A quimioterapia é o tratamento-padrão da doença. A radioterapia também pode ser utilizada, tanto nos estágios iniciais como para alívio de sintomas. Com o avanço da medicina de precisão, também há um arsenal da imunoterapia para diferentes subtipos celulares de linfoma. O transplante de células-tronco (ou transplante de medula) é também uma opção para pacientes com linfomas não Hodgkin.

A cirurgia costuma ser indicada para tratamento de complicações, como derrame pleural volumoso, derrame pericárdico volumoso, compressão de vias aéreas, dentre outros. Há também a cirurgia paliativa, opção efetiva para pacientes com tumores avançados.

Fonte: ES Hoje

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