Mastectomia: o que é, tipos e quando é necessária

Mastectomia: o que é, tipos e quando é necessária

Por: PUBLICADO EM: 30 jul 2026

Mastectomia é a cirurgia que remove total ou parcialmente uma ou ambas as mamas, geralmente indicada no tratamento do câncer de mama ou na redução de risco em casos de alto potencial genético para a doença. O procedimento é definido conforme o tamanho do tumor, sua localização e o perfil clínico de cada paciente.

Entender o que é a mastectomia, quando ela é realmente necessária e quais são suas variações ajuda a reduzir o medo diante do diagnóstico e facilita o diálogo com a equipe médica. Neste artigo, você vai encontrar essas respostas de forma clara e baseada em evidências.

O que é mastectomia, afinal?

O termo médico designa a cirurgia de retirada da mama, indicada principalmente no tratamento oncológico. Diferente da tumorectomia, que remove apenas o tumor preservando o restante do tecido mamário, esse procedimento envolve a retirada de toda a glândula mamária ou de parte significativa dela.

A decisão entre essa cirurgia e a abordagem conservadora depende de fatores como tamanho do tumor em relação ao volume da mama, número de focos tumorais, histórico familiar e presença de mutações genéticas, como BRCA1 e BRCA2.

Segundo oInstituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, o que torna o conhecimento sobre as opções cirúrgicas ainda mais relevante para a população.

Quando a mastectomia é indicada?

Essa cirurgia não é a única opção de tratamento para o câncer de mama, mas é indicada em situações específicas, avaliadas caso a caso por um cirurgião oncológico.

Entre as principais indicações estão:

  1. Tumores grandes em relação ao tamanho da mama, inviabilizando a cirurgia conservadora.
  2. Presença de múltiplos focos tumorais na mesma mama.
  3. Recidiva local após tratamento conservador anterior.
  4. Contraindicação à radioterapia complementar.
  5. Mutações genéticas de alto risco, como opção preventiva.

A escolha final sempre considera o estágio da doença, características biológicas do tumor e a preferência informada da paciente, discutida em conjunto com a equipe médica.

Quais são os tipos de mastectomia?

Existem diferentes técnicas cirúrgicas, cada uma indicada conforme o objetivo do tratamento e as características anatômicas da paciente.

TécnicaCaracterísticas principais
Total (simples)Remove toda a glândula mamária, sem retirada de linfonodos axilares.
Radical modificadaRemove a mama e os linfonodos axilares, preservando os músculos peitorais.
Poupadora de pelePreserva a pele da mama, facilitando a reconstrução imediata.
Poupadora do complexo areolopapilarPreserva pele, aréola e mamilo, quando clinicamente indicado.

A escolha da técnica também é orientada pela possibilidade de reconstrução mamária, imediata ou tardia, que deve ser discutida antes da cirurgia sempre que viável.

Como é a recuperação após a cirurgia?

A recuperação varia conforme a técnica utilizada e se houve reconstrução no mesmo procedimento. Em geral, a internação dura de um a três dias, com retorno gradual às atividades nas semanas seguintes.

Durante a recuperação, recomenda-se:

  • Seguir rigorosamente as orientações médicas sobre curativos e drenos.
  • Evitar movimentos amplos do braço no lado operado nos primeiros dias.
  • Comparecer às consultas de acompanhamento oncológico.
  • Observar sinais de infecção, como vermelhidão ou febre.
  • Buscar suporte psicológico quando necessário, já que o impacto emocional dessa cirurgia é significativo para muitas pacientes.

O acompanhamento multidisciplinar, envolvendo cirurgião oncológico, fisioterapeuta e, quando indicado, psicólogo, contribui diretamente para uma recuperação mais completa.

Retirar toda a mama aumenta as chances de cura?

O prognóstico após a cirurgia depende do estágio do câncer no momento do diagnóstico, do tipo biológico do tumor e da adesão ao tratamento complementar, quando indicado, como quimioterapia, radioterapia ou terapia-alvo.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama apresenta altas taxas de controle da doença após a cirurgia. Por isso, o rastreamento regular e a avaliação especializada diante de qualquer alteração mamária continuam sendo as estratégias mais eficazes.

Perguntas frequentes sobre mastectomia

Mastectomia sempre remove as duas mamas?

Não. Na maioria dos casos, apenas a mama afetada é removida. A remoção bilateral costuma ser indicada apenas em situações específicas, como alto risco genético.

É possível reconstruir a mama após essa cirurgia?

Sim. A reconstrução mamária pode ser feita no mesmo procedimento cirúrgico ou posteriormente, dependendo do caso clínico e da escolha da paciente.

Mastectomia dói muito depois da cirurgia?

Existe desconforto no pós-operatório, controlado com medicação prescrita pela equipe médica. A dor tende a diminuir progressivamente nas primeiras semanas.

Fale com um cirurgião oncológico

Se você recebeu um diagnóstico de câncer de mama ou tem dúvidas sobre as opções cirúrgicas disponíveis, buscar um especialista qualificado é o primeiro passo para decisões mais seguras.

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Artigo revisado e assinado por: Dr. Juliano Rodrigues da Cunha, Cirurgião Oncológico | Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Dr. Alex Schwengber, Cirurgião Oncológico | Vice-Diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)

Autor:
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – SBCO é uma sociedade civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, fundada em 31 de maio de 1988, cuja finalidade é congregar cirurgiões oncológicos e outros profissionais envolvidos no cuidado à pessoa com câncer.
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