Beber ‘socialmente’ também conta: estudo liga álcool a maior risco de câncer mesmo em níveis moderados
Uma reportagem do G1 destaca os resultados de um estudo epidemiológico recente que encontrou associação entre o consumo de álcool — inclusive em níveis moderados, tidos como “socialmente aceitáveis” — e o aumento do risco de desenvolver diversos tipos de câncer. Segundo os pesquisadores, não existe um nível de ingestão de álcool que possa ser considerado totalmente seguro em termos de risco oncogenético. Isso reforça o impacto de fatores comportamentais na formação de tumores malignos, além de aspectos genéticos e ambientais.
A análise indicou que mesmo doses consideradas baixas ou moderadas de álcool podem estar relacionadas a uma probabilidade maior de câncer de mama, colorretal, esôfago e outros órgãos. Os especialistas entrevistados alertaram que isso não significa que todo consumo moderado obrigatoriamente causará câncer, mas que o risco aumenta de forma significativa em relação a quem não bebe. A reportagem reforça a recomendação de que, do ponto de vista da prevenção oncológica, reduzir ou evitar a ingestão de bebidas alcoólicas é uma estratégia consistente para diminuir a incidência da doença.


