Uma coluna de opinião publicada na revista Veja destaca a progressiva inserção das mulheres na cirurgia — incluindo a cirurgia oncológica — como um indicador de mudança positiva em uma especialidade historicamente dominada por homens. O texto analisa que, embora a representação feminina tenha crescido, ainda persistem barreiras estruturais e culturais que dificultam o acesso das mulheres às posições de liderança e às oportunidades de carreira plena na especialidade, desde vieses inconscientes em seleções até dificuldades relacionadas à maternidade.
Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO),essa discussão ressoa com iniciativas internas que visam fortalecer a equidade de gênero, como a Comissão Permanente de Cirurgiãs Oncológicas “Athenas”, inspirada na deusa da sabedoria e da justiça. A coluna cita que esforços voltados à educação continuada, eliminação de vieses em processos de seleção e a promoção de políticas institucionais que valorizem a diversidade são passos cruciais para que a habilidade técnica e o mérito — e não o gênero — sejam os verdadeiros critérios de avaliação e progressão profissional.


