A Folha de S.Paulo publicou reportagem que revela que, entre 2014 e 2024, apenas 17% das mulheres submetidas à mastectomia por câncer de mama realizaram reconstrução mamária pelo SUS, segundo levantamento baseado em dados do Datasus. O estudo foi realizado pela Folha em parceria com a Sociedade Brasileira de Mastologia, com o auxílio de especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
A reportagem também apresenta as diferenças regionais no acesso ao procedimento e os obstáculos que dificultam a ampliação das reconstruções, como a disponibilidade de próteses, profissionais capacitados, estrutura hospitalar e diferenças entre Cacons e Unacons. A SBCO contribuiu para a análise dos dados e para a discussão sobre os desafios enfrentados pelas pacientes no acesso à reconstrução após o tratamento do câncer de mama.
Um dos pontos destacados pela reportagem é a diferença entre os números apresentados pelo levantamento e os dados do Ministério da Saúde. Segundo a pasta, em 2025 o número de reconstruções teria ultrapassado o de mastectomias. A vice-presidente da SBCO, Viviane Resende, explica que parte dessa diferença está relacionada ao critério utilizado pelo Ministério, que considera como reconstrução um procedimento que também pode ser realizado por outras razões, como malformações congênitas e queimaduras.
A participação da SBCO reforça a importância de discutir o acesso à cirurgia oncológica de forma integral, considerando não apenas o tratamento do tumor, mas também a reconstrução e a qualidade de vida das pacientes após a mastectomia. O acesso adequado à reconstrução mamária é parte importante da assistência às mulheres que enfrentam o câncer de mama e deve ser garantido de maneira equitativa em todo o país.
Leia a reportagem completa da Folha de S.Paulo para conhecer os dados, os desafios encontrados no SUS e as diferenças de acesso à reconstrução mamária entre as regiões brasileiras.


