Será que é câncer de estômago? Conheça os sinais e tratamentos

Será que é câncer de estômago? Conheça os sinais e tratamentos

Por: ATUALIZADO EM: 17 jun 2021 | PUBLICADO EM: 25 maio 2021

O câncer de estômago, também chamado câncer gástrico, é o terceiro tipo mais frequente entre os homens e o quinto entre as mulheres. Além disso, o câncer de estômago totalizou mais de 21 mil novos casos no ano de 2020, conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Embora afete predominantemente pessoas acima dos 65 anos, a doença pode acometer todas as idades. Por isso, é muito importante estar atento para a prevenção do câncer de estômago, conhecendo sinais, sintomas da doença e tratamentos disponíveis.

Câncer de estômago: entenda como é o diagnóstico

Embora não haja sintomas específicos para o início do câncer de estômago, alguns sinais gerais podem indicar a possibilidade da doença, como dor e/ou massa tumoral na parte superior do abdômen; perda de peso sem motivo aparente; assim como frequência de indigestão e refluxo.

De toda forma, é importante que haja uma investigação profunda, já que tais sintomas também podem ser indicativos de outras doenças.

Além disso, nos casos de câncer, durante o exame físico, o paciente sente dor no momento em que o estômago é palpado.

Da mesma forma, a presença de sangramentos gástricos podem surgir no quadro de câncer de estômago, assim como o surgimento de sangue nas fezes e a consistência de fezes pastosas, escurecidas, além de odor forte.

No estágio avançado da doença, pode ser comum sintomas como aumento do tamanho do fígado, nódulos ao redor do umbigo, íngua na área inferior esquerda do pescoço e massa palpável na parte superior do abdômen.

Diagnóstico

Após a análise das suspeitas da doença, será indicado a realização de exame de sangue, ecografia de abdômen e endoscopia digestiva alta, que representa um exame mais completo. O procedimento é feito sob sedação para que um tubo seja introduzido pela boca, permitindo ao médico a visualização do esôfago e do estômago.

Além disso, há a necessidade de fazer biópsia para que seja diagnosticado o tipo de tumor e para que seja verificada a qualidade de sua incidência (maligna ou benigna).

A partir de toda essa investigação, caso o diagnóstico seja efetivado, o profissional pode, ainda, indicar algumas tomografias computadorizadas e uma ultrassonografia endoscópica para obtenção de maiores detalhes sobre o quadro.

Tratamento para o câncer de estômago

Para tratar o câncer de estômago, a cirurgia ainda é a via mais recomendada. No entanto, existem vários estágios da doença, o que também implica diversos procedimentos cirúrgicos específicos, indicados para cada caso.

Assim como para todos os tipos de câncer, a indicação do procedimento vai depender das condições físicas do paciente, também da parte do estômago atingida e dos tecidos próximos comprometidos.

A cirurgia é destinada a retirar o tumor e parte do estômago e alguns linfonodos próximos ao local. Nos casos avançados de câncer de estômago, a cirurgia é destinada a prevenir hemorragias do tumor e, até mesmo, a obstrução do estômago, caso essa seja uma realidade.

Tipos de cirurgia para tratar o câncer de estômago

Para decidir sobre o melhor procedimento cirúrgico para tratar o câncer de estômago, é preciso levar em consideração a parte atingida do estômago e os tecidos próximos que também sofreram influência da doença.

Dentre as cirurgias indicadas, destacamos algumas que nos mostram a variedade possível de tratar o problema.

Gastrectomia

A gastrectomia pode ser feita de forma parcial ou total. Quando é realizada a gastrectomia total, é porque a doença está localizada na parte superior do estômago ou mesmo já se alastrou por todo o órgão.

Nesse tipo de procedimento, todo o estômago será removido, juntamente com os linfonodos próximos, além da retirada de outros órgãos adjacentes, quando necessário.

No caso da gastrectomia subtotal, o intuito é remover apenas uma parte do estômago, juntamente com uma fração do esôfago e o duodeno.

Além disso, quando necessário, também podem ser removidas camadas de tecidos adiposos que revestem o estômago e os intestinos; os linfonodos adjacentes; o baço e outros órgãos próximos ao estômago.

Tanto a gastrectomia total quanto a gastrectomia subtotal são realizadas por meio de uma grande incisão no abdômen. No entanto, existem cirurgiões oncológicos que dominam a técnica de Gastrectomia por via minimamente invasiva (videolaparoscopia ou robótica),com resultados oncológicos semelhantes e ainda com a vantagem de uma recuperação normalmente menos traumática.

Ressecção endoscópica da mucosa

A ressecção endoscópica da mucosa é destinada apenas a determinadas variações de câncer de estômago ainda em estágio inicial, onde a probabilidade de disseminação para os linfonodos ainda é pequena.

Na operação, o tumor é removido por meio de um endoscópio aparelho que é introduzido da garganta até o estômago e que possibilita o manuseio do cirurgião para a retirada do tumor.

Cirurgias paliativas

Quando o câncer está em um estágio muito avançado, a cirurgia é indicada para controlar a disseminação da doença, além de aliviar os sintomas desagradáveis e evitar o surgimento de complicações que possam vir a surgir.

Nesses casos, a gastrectomia subtotal e total podem ser indicadas para tratar sangramentos ou obstruções gástricas. Além disso, cirurgias para a colocação de cateter para evitar obstrução gástrica também são indicadas.

Autor:
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – SBCO é uma sociedade civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, fundada em 31 de maio de 1988, cuja finalidade é congregar cirurgiões oncológicos e outros profissionais envolvidos no cuidado à pessoa com câncer.
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