A decisão sobre a necessidade real de uma intervenção cirúrgica, a determinação da extensão ideal do procedimento e a identificação do momento seguro para evitar intervenções invasivas formam o eixo central das discussões promovidas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
Com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontando para mais de 115 mil novos casos anuais de tumores de mama, colo do útero, endométrio e ovário no Brasil, a medicina de precisão surge como uma ferramenta essencial para a personalização do cuidado. O uso de exames de imagem de alta resolução, testes moleculares, biomarcadores e a avaliação das características biológicas de cada tumor permitem ajustar a conduta cirúrgica com maior exatidão.
Especialistas e dirigentes da SBCO destacam que a oncologia moderna busca definir quais pacientes realmente necessitam de cirurgias mais extensas e em quais cenários é seguro descalonar o tratamento sem comprometer a eficácia e a segurança do paciente. No câncer de mama, por exemplo, avanços na integração entre diagnósticos por imagem e biologia tumoral têm possibilitado a redução da abordagem axilar e a diminuição de procedimentos desnecessários.
Na oncoginecologia, abordagens fundamentadas no perfil molecular e em diretrizes internacionais atualizadas orientam decisões mais assertivas no estadiamento e na conduta terapêutica. O foco em cirurgia robótica, técnicas minimamente invasivas, preservação da fertilidade e atenção à qualidade de vida reafirma o compromisso da SBCO com um tratamento integrado e focado nas necessidades da mulher.


