Câncer de pele: tudo que você precisa saber!

Câncer de pele: tudo que você precisa saber!

Por: ATUALIZADO EM: 10 jul 2026 | PUBLICADO EM: 16 dez 2024

Câncer de pele: tudo o que você precisa saber

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e no mundo. Ele ocorre quando as células da pele passam a crescer de forma desordenada, formando tumores que podem variar em gravidade. Embora a exposição excessiva à radiação ultravioleta seja o principal fator de risco, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado proporcionam altas chances de cura na maioria dos casos. Conhecer os sinais de alerta e adotar medidas de prevenção são as melhores formas de proteger a saúde.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele representa o grupo de tumores malignos mais incidentes no país. A boa notícia é que grande parte dos casos pode ser diagnosticada precocemente por meio da observação da pele e do acompanhamento médico regular.

Neste artigo, você entenderá o que é o câncer de pele, quais são seus principais tipos, sintomas, fatores de risco, formas de prevenção e como é realizado o tratamento.

O que é câncer de pele?

O câncer de pele é uma doença caracterizada pelo crescimento anormal das células da pele. Esse processo pode ocorrer em diferentes camadas do tecido cutâneo, originando tipos distintos de tumor.

Os principais são:

  • Carcinoma basocelular;
  • Carcinoma espinocelular;
  • Melanoma.

Cada um apresenta características próprias, comportamento diferente e formas específicas de tratamento. Por isso, a avaliação médica é indispensável sempre que surgir uma lesão suspeita.

Quais são os sintomas do câncer de pele?

Os sinais do câncer de pele podem variar conforme o tipo de tumor. Entretanto, algumas alterações merecem atenção e devem ser avaliadas por um médico.

Os principais sintomas incluem:

  • Mancha que cresce progressivamente;
  • Ferida que não cicatriza;
  • Lesão que sangra facilmente;
  • Pinta que muda de cor, formato ou tamanho;
  • Área da pele que coça, descama ou apresenta aspecto diferente do habitual.

No caso do melanoma, a regra do ABCDE continua sendo uma importante ferramenta para identificar sinais suspeitos:

  • A – Assimetria;
  • B – Bordas irregulares;
  • C – Cores diferentes na mesma lesão;
  • D – Diâmetro maior que 6 mm;
  • E – Evolução ou mudança ao longo do tempo.

Ao notar qualquer alteração, procure atendimento médico o mais cedo possível.

Qual é a incidência do câncer de pele?

O câncer de pele é responsável pelo maior número de novos casos de câncer no Brasil.

De acordo com o INCA, são estimados mais de 220 mil novos casos por ano, considerando os tumores de pele melanoma e não melanoma.

Apesar da elevada incidência, a maioria dos tumores apresenta excelente prognóstico quando diagnosticada nas fases iniciais.

Esses dados reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.

Saiba mais sobre prevenção do câncer em nosso portal. 

Quais são os tipos de câncer de pele?

O câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: não melanoma e melanoma.

Embora ambos acometam a pele, eles apresentam comportamento biológico bastante diferente.

Câncer de pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma representa a grande maioria dos casos diagnosticados.

Os principais subtipos são:

Carcinoma basocelular

É o tipo mais frequente.

Costuma crescer lentamente e raramente provoca metástases. Quando tratado precocemente, apresenta elevadas taxas de cura.

Carcinoma espinocelular

Surge principalmente em áreas muito expostas ao sol, como rosto, orelhas, couro cabeludo, lábios e mãos.

Apresenta maior risco de disseminação quando comparado ao carcinoma basocelular, mas também possui bom prognóstico quando tratado rapidamente.

Existem ainda tumores mais raros, como carcinoma de células de Merkel, sarcoma de Kaposi e alguns tumores anexiais da pele.

Melanoma

O melanoma corresponde a uma pequena parcela dos casos de câncer de pele, mas é considerado o tipo mais agressivo.

Ele se desenvolve a partir dos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina.

Sua principal característica é o elevado potencial de disseminação para outros órgãos quando não tratado precocemente.

Por outro lado, quando identificado nas fases iniciais, o melanoma apresenta excelentes chances de cura por meio da cirurgia.

É justamente por isso que observar pintas e lesões pigmentadas faz parte da prevenção.

Leia também:O que é metástase e como ela acontece? 

Quais são os principais fatores de risco?

O principal fator de risco para o câncer de pele é a exposição acumulada e desprotegida à radiação ultravioleta (UVA e UVB).

Outros fatores também aumentam a probabilidade de desenvolver a doença:

  • Pele clara;
  • Histórico familiar de melanoma;
  • Grande quantidade de pintas;
  • Queimaduras solares frequentes, principalmente na infância;
  • Idade avançada;
  • Imunossupressão;
  • Exposição ocupacional ao sol.

Ter um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa desenvolverá a doença, mas reforça a necessidade de acompanhamento médico e adoção de medidas preventivas.

Como prevenir o câncer de pele?

Embora nem todos os fatores de risco possam ser controlados, é possível reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer de pele por meio de hábitos preventivos.

As principais recomendações incluem:

  • Evitar exposição solar entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa;
  • Aplicar protetor solar com FPS adequado diariamente e reaplicá-lo conforme orientação;
  • Utilizar chapéus, bonés, óculos escuros e roupas com proteção UV durante atividades ao ar livre;
  • Buscar locais com sombra sempre que possível;
  • Evitar câmaras de bronzeamento artificial, classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como agentes cancerígenos;
  • Observar regularmente pintas e manchas na pele;
  • Consultar um dermatologista diante de qualquer alteração suspeita.

Esses cuidados são importantes em todas as idades e devem fazer parte da rotina, independentemente da estação do ano.

Leia também:Tire suas dúvidas sobre cirurgia de câncer de pele. 

Câncer de pele: tudo que você precisa saber!

Como é feito o tratamento do câncer de pele?

O tratamento do câncer de pele depende do tipo do tumor, do tamanho da lesão, da profundidade, da localização e da presença ou não de disseminação para outros órgãos.

Nos tumores não melanoma, a cirurgia costuma ser o tratamento de escolha e, na maioria dos casos, é suficiente para remover completamente a lesão.

Dependendo da situação clínica, outras modalidades terapêuticas podem ser indicadas, como:

  • Radioterapia;
  • Criocirurgia;
  • Terapia fotodinâmica;
  • Imunoterapia tópica;
  • Terapias sistêmicas para casos selecionados.

No melanoma, o tratamento também tem como base a cirurgia, especialmente quando a doença é diagnosticada precocemente.

Em tumores mais avançados, podem ser associados tratamentos como:

  • Imunoterapia;
  • Terapia-alvo;
  • Radioterapia;
  • Quimioterapia, em situações específicas.

A definição do tratamento é sempre individualizada e realizada por uma equipe multidisciplinar.

Qual é o papel do cirurgião oncológico?

O cirurgião oncológico é o especialista responsável pela avaliação e pelo tratamento cirúrgico de diversos tipos de câncer, incluindo o câncer de pele.

Sua atuação começa desde o diagnóstico e inclui o planejamento da cirurgia, a remoção adequada do tumor e o acompanhamento do paciente em conjunto com outros especialistas.

Nos casos de melanoma, por exemplo, o cirurgião oncológico pode indicar procedimentos complementares, como a pesquisa do linfonodo sentinela, quando necessária.

Essa atuação integrada contribui para um tratamento baseado nas melhores evidências científicas e nas necessidades individuais de cada paciente.

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O diagnóstico precoce faz toda a diferença

O câncer de pele apresenta altas taxas de cura quando identificado precocemente.

Por isso, conhecer os sinais de alerta, proteger a pele da radiação ultravioleta e manter consultas regulares com o dermatologista são atitudes fundamentais para reduzir o impacto da doença.

Lembre-se: nem toda pinta é câncer, mas toda alteração persistente na pele merece avaliação médica.

Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as possibilidades de tratamento com menor impacto na qualidade de vida.

Perguntas frequentes 

Todo câncer de pele é melanoma?

Não. O melanoma representa cerca de 4% dos casos de câncer de pele, mas é considerado o tipo mais agressivo. A maioria dos diagnósticos corresponde aos carcinomas basocelular e espinocelular.

O câncer de pele tem cura?

Sim. Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele apresenta elevadas taxas de cura, especialmente os tumores não melanoma e os melanomas em estágio inicial.

Quem tem pele negra pode desenvolver câncer de pele?

Sim. Embora seja menos frequente, pessoas com pele negra também podem desenvolver câncer de pele. O diagnóstico costuma ocorrer em áreas menos expostas ao sol, como plantas dos pés, palmas das mãos e unhas.

Apenas quem toma muito sol desenvolve câncer de pele?

Não. A exposição solar é o principal fator de risco, mas fatores genéticos, histórico familiar, imunossupressão e características individuais também influenciam o desenvolvimento da doença.

Quando devo procurar um médico?

Sempre que notar uma pinta ou mancha que mudou de tamanho, formato ou cor, uma ferida que não cicatriza ou qualquer lesão que apresente sangramento, descamação ou crescimento progressivo.

Percebeu alguma alteração na pele ou tem dúvidas sobre o câncer de pele?

Procure avaliação médica o quanto antes. O diagnóstico precoce continua sendo a melhor estratégia para aumentar as chances de cura.

Continue acompanhando o portal da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)para acessar conteúdos confiáveis sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.

Assinatura técnica:

Dr. Juliano Rodrigues da Cunha, cirurgião oncológico e Diretor Nacional de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Dr. Alex Schwengber, cirurgião oncológico e Vice-Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

Autor:
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – SBCO é uma sociedade civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, fundada em 31 de maio de 1988, cuja finalidade é congregar cirurgiões oncológicos e outros profissionais envolvidos no cuidado à pessoa com câncer.
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