Você foi diagnosticada com cisto no ovário e ficou com dúvidas sobre se essa condição pode evoluir para um câncer? Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório ginecológico — e a resposta, felizmente, traz alívio para a maioria das mulheres.
Neste artigo, explicamos a diferença entre o cisto ovariano e ocâncer de ovário, os tipos de cisto, os sintomas mais comuns, como é feito o diagnóstico e quando procurar um/a especialista. Continue a leitura e saiba mais!
O que é o cisto no ovário?
O cisto ovariano é uma espécie de bolsa preenchida com líquido que se forma dentro ou sobre um dos ovários. Essas formações são bastante comuns, especialmente em mulheres em idade fértil, entre os 15 e os 35 anos.
Na maioria dos casos, o cisto desaparece sozinho, sem necessidade de qualquer intervenção médica. Os chamados cistos funcionais têm origem hormonal e podem ser classificados em três tipos:
- Cisto folicular: forma-se quando o folículo não se rompe durante a ovulação ou quando um folículo imaturo não reabsorve o líquido adequadamente;
- Cisto de corpo lúteo: ocorre após a ovulação, causado por um aumento na secreção de progesterona, resultando em acúmulo de líquido;
- Cisto de Teca-luteína: mais raro, está associado à estimulação prolongada dos ovários — pode ocorrer após uso de medicamentos para induzir a ovulação, em gestações com placenta grande ou em mulheres com diabetes.
Qual a diferença entre cisto no ovário e câncer de ovário?
As duas condições são bem distintas, embora ocorram no mesmo órgão.
O cisto ovariano é, em geral, benigno: forma-se a partir das cavidades repletas de líquido nos ovários e, na maioria das vezes, se resolve naturalmente ao fim do ciclo menstrual.
Já o câncer de ovário é resultado da reprodução desordenada das células do tecido que reveste o ovário, das que formam os óvulos ou das que produzem hormônios femininos. Trata-se de uma condição completamente diferente do cisto, tanto na origem quanto no comportamento.
Em relação ao perfil das pacientes, os cistos ocorrem com mais frequência em mulheres em idade fértil. O câncer de ovário, por sua vez, atinge mais mulheres acima dos 55 anos, sendo mais comum na perimenopausa e na pós-menopausa.
Cisto no ovário pode virar câncer?
Não. A presença de cistos no ovário não é fator de risco para o surgimento do câncer na região. O cisto é, em geral, benigno e não configura uma lesão pré-cancerosa.
Portanto, se você foi diagnosticada com cisto no ovário, não é necessário se alarmar. Isso, no entanto, não dispensa a rotina de acompanhamento ginecológico, a que todas as mulheres devem estar atentas.
Vale destacar que o câncer de ovário é uma condição séria: segundo aEstimativa 2026–2028 do INCA, o Brasil deve registrar aproximadamente 7.300 novos casos de câncer de ovário por ano no período. Por isso, o acompanhamento regular com um/a especialista é fundamental — independentemente do diagnóstico de cisto.
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Quais são os sintomas do cisto no ovário?
Em geral, o cisto no ovário desaparece sem apresentar qualquer sintoma. Quando os sinais aparecem, os mais comuns são:
- menstruação irregular;
- fluxo menstrual intenso;
- sangramento fora do período menstrual;
- dor na região dos ovários durante a ovulação;
- dor pélvica antes ou durante a menstruação;
- sensação de barriga inchada ou dolorida;
- dores intestinais;
- desconforto ou dor durante as relações sexuais;
- náuseas e vômitos.
Se você apresentar esses sintomas de forma persistente, procure um/a médico/a para avaliação.
Como é feito o diagnóstico?
Ao avaliar os sintomas, o/a médico/a pode solicitar exames ginecológicos de rotina. Em alguns casos, com o passar do tempo, os cistos desaparecem espontaneamente. Quando é necessário investigar com mais detalhes, os principais exames de imagem utilizados são:
Ultrassonografia pélvica transvaginal É o exame mais utilizado para avaliação dos ovários. Por meio de ondas sonoras de alta frequência, consegue identificar o tamanho do cisto e sua composição — se está preenchido com líquido (cisto simples) ou se é sólido (cisto complexo). O cisto complexo pode exigir investigação adicional, pois há maior possibilidade de malignidade.
Ressonância nuclear magnética da pelve Quando a ultrassonografia levanta suspeita, a ressonância magnética oferece maior precisão, permitindo avaliar o tamanho, a quantidade de lesões, as alterações fisiológicas e o metabolismo celular.
Quais são as opções de tratamento?
O tratamento do cisto no ovário depende do tipo da formação e das condições clínicas individuais de cada paciente. As principais condutas são:
- Acompanhamento regular, para confirmar que o cisto diminuiu ou desapareceu ao longo do tempo;
- Uso de anticoncepcionais hormonais, para regular os níveis hormonais em alguns casos;
- Investigação complementar, quando identificado um cisto de maior risco — o que pode incluir a dosagem do marcador tumoral CA-125 no sangue.
Como sempre reforçamos: toda decisão terapêutica deve ser individualizada. Apenas após a consulta e com os resultados dos exames em mãos é possível definir a melhor conduta para cada caso.
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