O que é linfonodo sentinela?

O que é linfonodo sentinela?

Por: PUBLICADO EM: 18 set 2026

O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo que recebe a drenagem linfática de um tumor. Durante a cirurgia oncológica, sua análise ajuda a identificar se o câncer começou a se disseminar para o sistema linfático. Essa informação é fundamental para definir o estadio da doença, orientar o tratamento e, em muitos casos, evitar a retirada desnecessária de outros linfonodos.

A pesquisa do linfonodo sentinela representa um importante avanço na cirurgia oncológica. Atualmente, é utilizada principalmente em pacientes com câncer de mama, melanoma  cancer de endometrio e colo de uteroe, em situações específicas, outros tipos de tumores, sempre conforme critérios clínicos e protocolos científicos.

O que é o linfonodo sentinela?

Os linfonodos fazem parte do sistema linfático, responsável por auxiliar na defesa do organismo e na drenagem de líquidos dos tecidos.

Quando um tumor se espalha pela via linfática, o primeiro local onde as células cancerígenas costumam chegar é chamado de linfonodo sentinela.

Por esse motivo, sua avaliação fornece informações importantes sobre a possível disseminação da doença.

Como o linfonodo sentinela é identificado?

A identificação acontece durante o planejamento da cirurgia.

Antes ou durante o procedimento, o cirurgião oncológico utiliza substâncias específicas, como radiofármaco, corante cirúrgico ou ambos, para identificar o primeiro linfonodo que recebe a drenagem do tumor.

Após sua localização, esse linfonodo é removido e enviado para análise anatomopatológica.

Essa avaliação permite verificar a presença ou ausência de células cancerígenas.

Por que analisar o linfonodo sentinela?

A análise do linfonodo sentinela oferece informações importantes para o tratamento.

Entre seus principais objetivos estão:

  • identificar se houve disseminação do câncer para os linfonodos;
  • contribuir para o estadiamento da doença;
  • auxiliar na definição das próximas etapas do tratamento;
  • evitar cirurgias mais extensas quando não há comprometimento linfonodal.

Essas informações ajudam a equipe multidisciplinar a elaborar um plano terapêutico individualizado.

Quando a biópsia do linfonodo sentinela é indicada?

A indicação depende do tipo de câncer, das características do tumor e dos exames realizados antes da cirurgia.

Ela é utilizada com maior frequência em:

  • câncer de mama inicial;
  • melanoma cutâneo;
  • alguns casos de câncer ginecológico (endométrio e colo de útero);
  • situações específicas de outros tumores sólidos.

A decisão é baseada nas recomendações das principais diretrizes internacionais.

Quais são os benefícios da técnica?

A pesquisa do linfonodo sentinela trouxe benefícios importantes para os pacientes.

Entre eles estão:

  • menor necessidade de retirada de vários linfonodos;
  • menor risco de complicações, como linfedema;
  • recuperação mais rápida;
  • cirurgia menos invasiva;
  • estadiamento mais preciso.

Isso não significa que todos os pacientes poderão evitar uma cirurgia maior. A indicação depende do resultado da análise e das características do câncer.

O que acontece se o linfonodo sentinela estiver comprometido?

A presença de células tumorais no linfonodo sentinela não significa, obrigatoriamente, que outros linfonodos estejam comprometidos.

A equipe médica avaliará fatores como:

Situação encontradaPossível conduta
Linfonodo sem câncerGeralmente não há necessidade de retirar outros linfonodos.
Pequeno comprometimentoA decisão depende do tipo de câncer e das características do paciente.
Comprometimento mais extensoPode ser indicada cirurgia adicional ou outros tratamentos, como radioterapia e terapia sistêmica.

A conduta é sempre individualizada e baseada nas melhores evidências científicas disponíveis.

Qual é o papel do cirurgião oncológico?

O cirurgião oncológico é o especialista responsável por avaliar a necessidade da pesquisa do linfonodo sentinela, realizar o procedimento e interpretar seus resultados em conjunto com a equipe multidisciplinar.

Esse planejamento considera o tipo de câncer, o estádio da doença e as condições clínicas do paciente.

Se você deseja conhecer melhor a atuação desse especialista, acesse a página “O que faz um cirurgião oncológico?” no portal da SBCO.

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Artigo revisado e assinado por: Dr. Juliano Rodrigues da Cunha, Cirurgião Oncológico | Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Dr. Alex Schwengber, Cirurgião Oncológico | Vice-Diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)

Perguntas Frequentes

O linfonodo sentinela é um exame?

Não. Trata-se de uma técnica realizada durante a cirurgia para localizar e analisar o primeiro linfonodo que recebe a drenagem do tumor.

Todo paciente com câncer precisa fazer essa pesquisa?

Depende. A indicação depende do tipo de câncer, do estadio da doença e da avaliação do cirurgião oncológico.

Retirar o linfonodo sentinela causa linfedema?

O risco existe, mas costuma ser significativamente menor do que nas cirurgias em que muitos linfonodos são removidos.

Se o linfonodo estiver livre de câncer, o tratamento termina?

Nem sempre. A equipe médica avaliará se há necessidade de outros tratamentos, como quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia ou terapia-alvo.

Autor:
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – SBCO é uma sociedade civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, fundada em 31 de maio de 1988, cuja finalidade é congregar cirurgiões oncológicos e outros profissionais envolvidos no cuidado à pessoa com câncer.
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