Os tumores sólidos são massas anormais de tecido que podem ser benignas ou malignas. Quando existe câncer, a cirurgia pode ser uma das principais formas de tratamento. A indicação depende do tipo de tumor, localização, estádio da doença e condições clínicas de cada paciente.
O que são tumores sólidos?
Os tumores sólidos se desenvolvem quando células formam uma massa de tecido em determinada região do organismo.
Segundo oNational Cancer Institute (NCI), eles podem ser benignos ou malignos. Portanto, encontrar uma massa ou nódulo não significa necessariamente ter câncer.
Entre os tumores sólidos malignos estão diferentes tipos de câncer que podem surgir em órgãos e tecidos, como:
- mama;
- pulmão;
- próstata;
- estômago;
- intestino;
- fígado;
- rim;
- ovário;
- pele;
- ossos e tecidos moles.
As leucemias são diferentes, pois geralmente não formam tumores sólidos. Elas afetam células relacionadas ao sangue e à medula óssea.
Por isso, a investigação médica é essencial para determinar a natureza de uma alteração encontrada em exames ou durante uma avaliação clínica.
Como saber se um tumor é benigno ou maligno?
Exames de imagem podem fornecer informações importantes sobre tamanho, localização e relação do tumor com estruturas próximas.
Entretanto, em muitas situações, a confirmação do diagnóstico depende da análise de células ou tecidos.
A biópsia permite coletar material da região suspeita. Esse material é analisado por um patologista.
Quando um câncer é confirmado, outros exames podem ser necessários para determinar sua extensão no organismo.
Essa etapa é conhecida como estadiamento e ajuda a equipe a definir a estratégia terapêutica mais adequada.
O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia-alvo ou outras modalidades. Muitas vezes, diferentes tratamentos são combinados.
Quando os tumores sólidos precisam de cirurgia?
A cirurgia tem papel importante no tratamento de muitos tumores sólidos, especialmente quando a doença está localizada.
ONational Cancer Institute explica que o tratamento cirúrgico funciona melhor, de modo geral, para tumores sólidos concentrados em uma determinada região.
No Brasil, oInstituto Nacional de Câncer (INCA) considera a cirurgia um dos pilares do tratamento oncológico.
A indicação pode ter diferentes objetivos:
- Retirar o tumor: quando existe possibilidade de remoção adequada da doença.
- Auxiliar no diagnóstico: alguns procedimentos permitem obter tecido para análise.
- Contribuir para o estadiamento: a cirurgia pode ajudar a determinar a extensão da doença.
- Reduzir o volume tumoral: em situações selecionadas, parte do tumor pode ser removida.
- Controlar sintomas: determinadas cirurgias podem aliviar complicações provocadas pelo câncer.
A finalidade precisa ser esclarecida individualmente antes do procedimento.
Todo tumor sólido precisa ser operado?
Não. A presença de um tumor sólido não significa automaticamente que uma cirurgia será necessária.
Primeiro, é preciso saber se a lesão é benigna ou maligna. Mesmo entre os tumores malignos, a estratégia pode variar bastante.
Alguns cânceres respondem melhor inicialmente à quimioterapia, radioterapia ou outros tratamentos. Em determinados casos, esses tratamentos podem ser realizados antes da cirurgia.
Existem também situações nas quais operar não oferece o benefício esperado naquele momento.
A decisão considera fatores como:
| Fator avaliado | Por que é importante? |
| Tipo do tumor | Diferentes cânceres exigem estratégias específicas |
| Localização | Determina a possibilidade e extensão da operação |
| Estagio | Indica quanto a doença se espalhou |
| Condição clínica | Ajuda a avaliar a segurança do procedimento |
| Outros tratamentos | Podem ser necessários antes ou depois da cirurgia |
A SBCO explica esses critérios no artigoCâncer operável: entenda os critérios para a indicação cirúrgica.
Cirurgia significa retirar apenas o tumor?
Nem sempre.
Em algumas operações, é necessário retirar o tumor com uma margem de tecido ao redor. Dependendo do câncer, também pode ser indicada a avaliação ou retirada de linfonodos.
A extensão da cirurgia deve seguir princípios oncológicos e considerar a preservação de órgãos e funções sempre que for possível e seguro.
Além disso, a cirurgia pode ser realizada por diferentes técnicas. Entre elas estão a cirurgia aberta e abordagens minimamente invasivas.
O objetivo não é simplesmente escolher a técnica com menor incisão. A prioridade é realizar um tratamento adequado para aquele câncer e para aquele paciente.
Qual é o papel do cirurgião oncológico?
O cirurgião oncológico é um dos profissionais que participa do diagnóstico, estadiamento e tratamento cirúrgico dos tumores.
Esse especialista avalia se o câncer pode ser operado, qual deve ser a extensão do procedimento e em qual momento realizá-lo.
A decisão frequentemente ocorre em conjunto com oncologistas clínicos, radioterapeutas, radiologistas, patologistas e outros profissionais.
ASBCO explica mais sobre a Cirurgia Oncológica e sua participação no cuidado multidisciplinar dos pacientes com câncer.
No Brasil, pacientes também podem receber atendimento oncológico pelo SUS. Todos os estados possuem ao menos um hospital habilitado em oncologia, segundo o INCA.
Recebeu diagnóstico de um tumor sólido?
A indicação cirúrgica precisa ser individualizada. Conhecer o diagnóstico, o estágio e as possibilidades terapêuticas ajuda a participar das decisões sobre o tratamento.
Procure avaliação especializada e converse com um cirurgião oncológico sobre as opções adequadas para o seu caso.
Acesse o site da SBCO e utilize a ferramenta Encontre um Cirurgião Oncológico para localizar especialistas em diferentes regiões do Brasil.
Artigo revisado e assinado por: Dr. Juliano Rodrigues da Cunha, Cirurgião Oncológico | Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Dr. Alex Schwengber, Cirurgião Oncológico | Vice-Diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)


