Os sintomas do câncer de colo de útero costumam surgir apenas quando a doença está mais avançada. Os sinais mais frequentes incluem sangramento vaginal fora do período menstrual, sangramento após a relação sexual, corrimento com odor desagradável e dor pélvica persistente. Como esses sintomas também podem estar presentes em outras doenças ginecológicas, é fundamental procurar avaliação médica para confirmar o diagnóstico.
O câncer de colo de útero é um dos tumores mais frequentes entre as mulheres brasileiras e, justamente por poder evoluir de forma silenciosa, o acompanhamento ginecológico periódico é essencial para aumentar as chances de diagnóstico precoce.
Principais sintomas do câncer de colo de útero
Os principais sintomas são:
- sangramento após a relação sexual;
- sangramento fora do período menstrual;
- corrimento vaginal persistente com odor desagradável;
- dor durante a relação sexual;
- dor pélvica;
- perda de peso sem causa aparente (casos avançados);
- fadiga;
- inchaço nas pernas (casos avançados).
O que é o câncer de colo de útero?
Caracterizado pela crescimento desordenado das células da superfície do colo do útero, o cancer de colo de útero pode invadir outras estruturas e órgãos — vizinhos ou à distância.
A doença apresenta números preocupantes no Brasil. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer) são esperados, para 2022, quase 17 mil novos casos da doença. Na lista dos mais incidentes, ele ocupa o terceiro mais comum, atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. Além disso, essa já é a quarta principal causa de morte feminina, por doenças, no país.

Como o câncer de útero se desenvolve?
Cerca de 85 a 90% dos casos de câncer de colo de útero se referem ao carcinoma epidermoide, que acomete o epitélio escamoso. Já o adenocarcinoma é o tipo mais raro e atinge o epitélio glandular, em aproximadamente de 10% dos casos. Ambos são causados por uma infecção persistente por tipos oncogênicos do Papiloma Vírus Humano (HPV).
O câncer do colo do útero é invasivo e geralmente se dissemina por extensão direta para os tecidos ao redor (paramétrios)— ou por via linfonodal, para os linfonodos pélvicos e para-aórticos. Quando isso ocorre, o prognóstico é menos favorável. Nestes casos, tanto a localização quanto a extensão do tratamento, sobretudo o campo da radioterapia, tendem a ser mais amplos e complexos.
A boa notícia é que, como sempre destacamos, o diagnóstico precoce do câncer pode facilitar o tratamento e aumentar as chances de cura. Portanto, é essencial estar atenta aos sinais do seu corpo para combater a doença.
Saiba mais: Entenda o estadiamento do câncer de colo de útero
Como prevenir o câncer de colo de útero?
Um dos fatores de risco mais importantes para o câncer do colo do útero está relacionado à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV),que é responsável por cerca de mais de 90% dos casos. Sendo assim, é fundamental se prevenir do contágio pelo vírus, que se dá pelo contato sexual. Em outras palavras, podemos dizer que o sexo seguro é uma ferramenta de prevenção contra este tipo de câncer.
Neste sentido, há ainda outras medidas importantes: a vacinação contra o HPV e a realização do exame preventivo, o Papanicolau, são ações complementares de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas devem realizar o exame periodicamente, a partir dos 25 anos.
Manter outros hábitos, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e abandono do tabagismo são algumas das dicas para prevenir o câncer em seus mais diversos tipos — e não apenas o do colo de útero.
| 💡 O exame citopatológico é o método do rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil. |

Quando procurar um médico diante dos sintomas do câncer de colo de útero?
Os sintomas que mostramos acima podem estar presentes em outras condições de saúde, além do câncer de colo de útero. Portanto, ao perceber um ou mais destes sinais, de forma recorrente e/ou frequente, não é preciso se desesperar. No entanto, é fundamental buscar o atendimento de um(a) médico(a) o mais rapidamente possível. É ele(a) quem fará uma avaliação individualizada e buscará confirmar o diagnóstico da doença.
Diante deste cenário, pode ser fundamental contar com o acompanhamento de um cirurgião oncológico, que tem todo o conhecimento necessário para, juntamente com a equipe multidisciplinar, definir o melhor tratamento para cada paciente. Portanto, se você sente a necessidade — ou tem a indicação para se consultar — com um(a) médico(a) especializado(a) em cirurgia oncológica, pode usar a nossa ferramenta de busca por especialistas, aqui mesmo no site da SBCO. Conte sempre conosco!
| Sintoma | Merece avaliação médica? |
| Sangramento após relação sexual | Sim |
| Sangramento fora da menstruação | Sim |
| Corrimento persistente com odor forte | Sim |
| Dor pélvica persistente | Sim |
| Dor durante a relação | Sim |
| Perda de peso inexplicada | Sim |
Perguntas frequentes
Todo sangramento vaginal indica câncer?
Não. Alterações hormonais, infecções e outras doenças ginecológicas também podem causar sangramento. Apenas uma avaliação médica pode identificar a causa.
O câncer de colo de útero sempre apresenta sintomas?
Não. Nas fases iniciais, normalmente é assintomático.
Quem deve fazer o exame preventivo?
Mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram atividade sexual, conforme as recomendações do Ministério da Saúde.
O HPV sempre causa câncer?
Não. A maioria das infecções desaparece espontaneamente, mas algumas persistem e podem evoluir para lesões precursoras e câncer.
Existe cura?
Quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo de útero apresenta elevadas chances de tratamento bem-sucedido.
Assinatura técnica
Dr. Juliano Rodrigues da Cunha, cirurgião oncológico e Diretor Nacional de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Dr. Alex Schwengber, cirurgião oncológico e Vice-Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.


