Metástase no pulmão: conheça os sintomas e como é feito o diagnóstico

Metástase no pulmão: conheça os sintomas e como é feito o diagnóstico

Por: PUBLICADO EM: 04 out 2023

metástase no pulmão é um sinal de malignidade avançada. Portanto, não se trata de um câncer de pulmão, mas de um câncer secundário — originado em outro local e disseminado para o órgão. Felizmente, se precocemente tratada, a complicação pode ser controlada, favorecendo o prognóstico do paciente.

Neste artigo, explicamos mais a respeito. Continue a leitura e esclareça suas dúvidas!

Quais são as causas da metástase no pulmão?

Ter um câncer, por si só, é o principal fator de risco para o desenvolvimento da metástase no pulmão. Dada a alta incidência do problema, recomenda-se o rastreamento do órgão independentemente do tipo de tumor primário.

Na prática, isso significa que, em caso de malignidade extrapulmonar recém-diagnosticada, deve-se, impreterivelmente, investigar o tórax. Entre os tumores com maior incidência de metástase pulmonar, destacam-se:

Mas, a lista não se limita a essas neoplasias. Outros tipos de tumores que costumam se espalhar para o órgão com elevada frequência são:

Quais são os sintomas relacionados e como controlá-los?

Os sintomas das metástases pulmonares são bastante conhecidos. Na maioria das vezes, os pacientes acometidos por essa complicação tendem a apresentar:

  • tosse, por vezes, acompanhada de sangue;
  • dor no peito;
  • redução do apetite;
  • perda de peso;
  • efusão pleural (acúmulo de fluidos ao redor dos pulmões);
  • sensação de falta de ar.

Controlar os sintomas da doença é importante para o bem-estar do paciente. Dentre as manifestações citadas, a dificuldade para respirar é uma das mais difíceis de lidar. Para amenizá-la, os médicos costumam indicar medicamentos opioides, semelhantes à morfina.

Outra possibilidade é o uso de ansiolíticos, principalmente, quando os opioides não funcionam. Isso porque, em alguns pacientes a falta de ar costuma desencadear quadros de ansiedade e, por vezes, até mesmo a sensação de pânico.

Em relação à efusão ou derrame pleural — problema que impede os pulmões de se encherem de ar e provoca dificuldade para respirar —, recomenda-se o uso de antibióticos. Ao mesmo tempo, é necessário drenar o fluido, usando um pequeno tubo. Caso o líquido continue se acumulando, pode ser preciso fazer um procedimento para selar o espaço ao redor dos pulmões.

Como é o diagnóstico da metástase pulmonar?

detecção precoce da metástase no pulmão é essencial para o planejamento de um tratamento mais eficaz e, consequentemente, um melhor prognóstico. Seu diagnóstico pode ocorrer em dois momentos:

  • concomitantemente à descoberta do tumor primário (a chamada metástase sincrônica);
  • durante o curso clínico do câncer primário (nesse caso, trata-se de uma metástase metacrônica).

Seja qual for o tipo, a identificação exige a realização de exames de imagem torácica. Para isso, os mais frequentemente usados são a radiografia, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a cintilografia. Nesses exames, o objetivo principal é identificar a presença de:

  • nódulos pulmonares;
  • disseminação linfangítica;
  • lesões endobrônquicas.

Além disso, o rastreamento de outras metástases intratorácicas também deve ser realizado. Essas podem se manifestar como lesões na parede do tórax, derrames pleurais ou envolvimento de nódulos linfáticos (hilares ou mediastinais). Uma vez identificado um ou mais achados suspeitos, a confirmação do diagnóstico se dá por meio de biópsia.

Como é feito o tratamento do problema?

tratamento para metástase no pulmão é definido com base no tipo de tumor primário, ou seja, no câncer que a originou. Por exemplo: um câncer de mama com metástase pulmonar deve ser tratado como uma neoplasia mamária disseminada.

Como se trata de um tumor avançado, o tratamento tende a ser difícil e exige uma abordagem multidisciplinar. Geralmente, a terapêutica consiste na combinação de quimioterapia, cirurgia, radioterapia e/ou imunoterapia.

tratamento cirúrgico é uma possibilidade válida quando há um pequeno número de metástases pulmonares, sem ocorrência de metástases em outras partes do corpo. Mas, é importante deixar claro que a cirurgia no pulmão só pode ser realizada se o câncer original estiver controlado.

Em relação à sobrevida, fatores como disseminações mais distantes, baixa diferenciação, maior estadiamento e linfonodo positivo são complicadores. Por outro lado, vale destacar que, quando o paciente com metástase no pulmão removeu o tumor primário, o prognóstico e as taxas de sobrevida são melhores!

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – SBCO é uma sociedade civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, fundada em 31 de maio de 1988, cuja finalidade é congregar cirurgiões oncológicos e outros profissionais envolvidos no cuidado à pessoa com câncer.
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